O P/L de uma ação como medida de racionalidade do investidor
O autor deixa claro que esse indicador (Preço da Ação dividido pelo Lucro por Ação, ou P/L) não deve ser o único analisado pelos investidores, e que essa análise também não deve ser feita de forma isolada, sem considerar o contexto em que a empresa está inserida, ou comparando com empresas em segmentos ou grau de maturidade diferentes. Para uma análise mais acurada, todas essas variáveis devem ser levadas em conta.
Isso posto, ao analisar a relação P/L e se ater à empresas que apresentem esse múltiplo a valores razoáveis, como se depreende da leitura do ebook, o investidor estará tomando mais do que uma decisão meramente técnica, pois tal postura pressupõe o controle das emoções, que é uma das principais virtudes dos bons investidores.
Ao aceitar investir em empresas cuja expectativa de retorno do investimento esteja em 50, 80, 120 anos, como se verifica em alguns casos, ou o investidor tem absoluta clareza de que a lucratividade da empresa crescerá a níveis altíssimos (o que diminuiria esse múltiplo e traria o retorno para dentro do horizonte de vida do investidor), ou, o que é mais comum, estará embarcando em alguma empresa ou segmento "da moda", apenas porque muitos outros investidores estão fazendo o mesmo. Sendo esse o motivo, fica claro que são as emoções que estão no comando do investidor, e não a razão.
O texto, como vários outros do autor, é um apelo à sensatez, e deve ser lido com atenção, pois pode nos direcionar ao caminho da racionalidade nas decisões de investimento.
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